sexta-feira, 4 de maio de 2012

Historiar: IMPERIALISMO: uma história do sistema mundo moderno colonial

Historiar: IMPERIALISMO: uma história do sistema mundo moderno colonial

CEPAE – 03/05/2012
Professor: Allysson F. Garcia - História
Aluno: Lurian C. David – 3ºB

Atividade Tipo 1 – Imperialismo

1 - (a)O imperialismo ao estabelecer o domínio sobre os territórios asiáticos e africanos visava à obtenção de mão-de-obra não paga, o acesso garantido a matérias-primas e o controle dos mercados externos para investimento de capital europeu excedente. Desta maneira ocorreu o amplo desenvolvimento do capitalismo que se desenvolveu em âmbito internacional passando de sua fase mercantilista ou comercial para a etapa financeiro-monopolista ou industrial. Adotando como justificativa a ideologia de que os processos imperialistas propagariam o progresso científico e tecnológico por todo o mundo.

1-(b) Não é possível manter esta afirmação, tendo em vista o grande número de mortos na política racial adotada pela comunidade científica do século XIX pelo darwinismo social e o racismo científico que defendiam o genocídio de raças mais fracas ou impuras, em alguns casos, ou simplesmente a negação de apoio à população indiana como no episódio da coroação da Rainha Vitória como imperatriz britânica na Índia que levou à óbito milhares de indianos pela escassez de alimentos ocasionada pela desestruturação de técnicas antigas indianas pelos ingleses e a imposição do trabalho com culturas, como o trigo, direcionadas à exportação.

1- (c)Os sujeitos subalternos estão ausentes da história, mesmo constituindo uma maioria. Eles não possuíam a possibilidade de expressão, de solicitação de seus direitos, sendo vistos pelo ponto de vista do colonizador como fonte de mão de obra escrava e como detentores de matéria-prima que não era necessária a estes povos. Esta subserviência seria ainda mais forte no papel da figura feminina, sendo alvo não apenas de uma sociedade hierarquizada e preconceituosa, mas também de uma sociedade machista. Sendo a história moldada de modo eurocêntrico em que se preza a ocultação de fatos que desonram os meios pelos quais a Europa obteve sua hegemonia.

2- (a) Não há dúvida que a conquista da África havia sido justificada pelo darwinismo social. Pois mesmo que Joseph Conrad tenha afirmado que a tomada de terras pertencentes a povos diferentes dos europeus, os africanos, não fosse algo honrável; Ele defende que há um aspecto, uma ideia, superior a esta ação, a teoria do darwinismo social, que os povos mais “fracos” seriam conquistados e “vencidos” por povos superiores como a seleção natural previa.

2-(b) A eugenia foi proposta por Francis Galton (por volta de 1880), primo de Charles Darwin, e propunha o melhoramento das raças. O processo se daria através do aumento da procriação de indivíduos da classe média e a inibição da reprodução de indivíduos das classes baixas. Sua prática se iniciou nos EUA com a proibição de casamentos interraciais, monitoramento de indivíduos pela divisão entre raças/classes e a utilização do cinema para veiculação de ideologias eugênicas. Posteriormente se propaga na Suécia com a esterilização forçada de 60mil pessoas, na Grã-Bretanha em que a  sociedade eugênica foi apoiada por todo o espectro político e finalmente na Alemanha em que foi melhor recebida, pois se acreditava que os EUA eram 'o futuro'. Havendo esterilização de deficientes mentais; eutanásia de pessoas adultas em câmaras de gás e o assassinato da população judia da europa, principalmente da polônia, ações perpetuadas pelos nazistas na guerra.

2- (c) Ihering e Lacerda eram “homens do seu tempo”, porque eles representam um padrão de ideologia dos europeus baseados no darwinismo social, pela superioridade dos brancos sobre outras etnias e o racismo. No entanto, ainda que mais amenas ou mais subjetivas, suas ideias se perpetuam no contexto social de desigualdade de classes e preconceituosa.

3-(a) A declaração não foi cumprida pelas potências colonizadoras daquele período, pois a civilização era imposta, e não instruída, aos aborígenes. Sendo estes escravizados, assassinados, e as matérias-primas de seu território tomadas.

3- (b)A partilha da África foi imposta aos africanos que além de serem apenas mão-de-obra neste processo de colonização. Ainda havia o reagrupamento de tribos inimigas em um mesmo território sob o domínio das potências europeias, que gerava fortes conflitos étnicos entre os próprios povos africanos colonizados.

3- (c) A Grã-Bretanha (Inglaterra e adjacências) se encarregou fervorosamente da política abolicionista, pois possuía a intenção subjetiva de que ao libertar os escravos e acabar com o tráfico negreiro. Os negros seriam muito agradecidos e aceitariam os preceitos do cristianismo, a catequização, sem se rebelar; E também se transformariam em camponeses trabalhadores a serviço da potência inglesa “benevolente” para com eles.